Crise de Brasília não respinga aqui, diz Barbosa
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quarta-feira, 06 de julho de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O nome do Paraná se tornou recorrente em Brasília desde que surgiu o escândalo do suposto pagamento de mensalão a parlamentares. Há desde acusados de beneficiários no esquema, como o líder do PP no Congresso, José Janene, e o ex-líder do PMDB, José Borba, a membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios que investigam o esquema denunciado pelo presidente nacional licenciado do PTB, Roberto Jefferson. Mesmo assim, a situação na capital federal, graças a uma maior ''conscientização do eleitorado'', não deve afetar a imagem do Legislativo no que diz respeito à Assembléia Legislativa. A opinião é do deputado estadual Barbosa Neto (PDT), durante visita feita ontem à tarde à Folha.
Na avaliação do pedetista, o ponto positivo da crise instalada no Congresso Nacional é o fato de, além da AL, ela não ter ''respingado'' para setores como a economia. ''Apesar de a Assembléia ter seus problemas, não há mais, como no passado, a imagem de que os parlamentares estão todos em uma vala comum'', avaliou Barbosa. Um desses problemas são justamente denúncias recentes de funcionários fantasmas no órgão.
Em âmbito estadual, a expectativa do líder do PDT em Londrina é a de um segundo semestre de definições no que diz respeito a novas filiações e desfiliações especialmente depois de um primeiro semestre ''positivo''. ''A maioria dos parlamentares jovens se familiarizou com a Casa, foi proveitoso por esse lado. Por outro, agora é o divisor de águas: quem fez jogo duplo vai ter se decidir e mudar de partido, pois o prazo para isso vence em outubro'', alfinetou o pedetista. Ele fez questão de frisar que ''hoje não são 12, e sim sete deputados de oposição'' ao governador Roberto Requião (PMDB). As baixas são esperadas também no PDT, adiantou.
Para 2006, segundo Barbosa, já estão ''praticamente sacramentadas'' as alianças estaduais com o PSDB e o PFL em torno do senador Osmar Dias para o Executivo estadual. Entretanto, na última convenção tucana em Londrina o assunto foi desconversado pelas lideranças da legenda. O motivo seria a indefinição sobre uma provável reeleição de Álvaro Dias ao Senado.


