Após semanas de disputa entre a base aliada do governo federal e a oposição, a Câmara dos Deputados instalou no dia 3, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar as causas, conseqüências e responsáveis pela crise do sistema de tráfego aéreo brasileiro. A crise foi desencadeada após o acidente aéreo ocorrido no dia 29 de setembro de 2006, envolvendo um Boeing 737-800, da Gol (vôo 1907), e um jato Legacy, da América ExcelAire, com 154 vítimas fatais. A instalação da CPI foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que acatou um recurso impetrado pelo PSDB, autor do pedido de abertura da comissão. Formada por 24 deputados – 16 da base e 8 da oposição –, a comissão deve convocar os controladores de vôo para depor e pedir cópias de relatórios da Aeronáutica e da Polícia Federal sobre o acidente. A oposição também quer investigar supostos desvios de recursos na Infraero. Esta semana, o Senado também deverá instalar uma CPI do Apagão Aéreo. A comissão dos senadores é a que mais preocupa o governo, já que a base de apoio na Câmara é maior.

É uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo, que transforma a própria casa parlamentar em comissão para ouvir depoimentos e tomar informações diretamente, quase sempre atendendo às reclamações do povo.

Mais conhecido atualmente como controlador de tráfego aéreo, é a pessoa encarregada de gerenciar o tráfego de aeronaves no espaço aéreo e nos aeroportos de modo seguro, ordenado e rápido. Trabalham emitindo autorizações aos pilotos, ou seja, dando instruções e informações necessárias dentro do espaço aéreo de sua jurisdição. Sua função tem objetivo de prevenir colisões entre aeronaves e entre aeronaves e obstáculos nas imediações dos aeroportos. Este profissional é o mais importante responsável no controle do tráfego aéreo.

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