Criminalística reafirma que fitas foram editadas
O chefe do Instituto de Criminalística de Londrina, Darci Dória de Faria, reafirmou ontem que o material enviado pelo Ministério Público para perícia não corresponde a gravações originais, tendo passado por edições. As fitas em áudio e vídeo foram apresentadas pelo prefeito Antonio Belinati (PFL), em abril, como provas de que vereadores teriam tentado extorqui-lo para evitar a aprovação de uma Comissão Processante contra ele.
Anteontem, o prefeito voltou a questionar a análise, alegando que dois profissionais requisitados pelo Instituto de Criminalística não foram cedidos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo ofício respondido pela UEL, um deles não pertence à instituição e o outro responde a um processo administrativo.
Não nos foi enviado um material inteiro, ou seja, uma gravação feita direta e sem interrupções, afirmou o responsável pela criminalística. Segundo ele, a gravação tinha ruídos que representam cortes, caracterizando a edição.
Segundo ele, os dois profissionais colocados sob suspeita pelo prefeito, que teriam sido requeridos à UEL, fizeram apenas um trabalho de assessoramento. Os dois são professores de música um deles é instrutor de fonética forense para peritos criminais. Os professores apenas deram um parecer confirmando a avaliação dos peritos Luciano Bucharles e Débora Ferreira Luiz, que assinaram o documento da Criminalística.
O chefe-adjunto do Instituto, Geraldo Gonçalves de Oliveira, disse que qualquer questionamento da avaliação somente será discutido nos autos. Fomos convocados e realizamos os exames. (P.L.)





