O Instituto de Criminalística de Curitiba está periciando luvas cirúrgicas e seis galões usados para carregar gasolina usada para queimar parte das instalações da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), há uma semana, na Capital. O objetivo é procurar impressões digitais que possam levar aos autores do atentado.
Durante todo o dia de ontem, os bombeiros e a equipe do delegado Adauto Abreu de Oliveira, um dos responsáveis pelo inquérito, estiveram novamente na antiga sede da PIC para tentar reconstituir como o fogo começou. As investigações estão sendo mantidas sob total sigilo. Segundo o delegado, o segredo tem o objetivo de não alertar os suspeitos que estão sendo investigados. O delegado admitiu que está checando a procedência de um veículo que teria ajudado os autores do atentado e de pelo menos três suspeitos. A Polícia quer reunir o máximo de provas possível para pedir à Justiça a prisão dos envolvidos.
Pelo menos uma viatura e policiais já fazem plantão 24 horas desde segunda-feira num prédio da Procuradoria Geral de Justiça do Estado, na rua Tibagi, centro de Curitiba, onde os gabinetes provisórios da PIC foram instalados depois do incêndio. Os promotores já estão reorganizando os processos que não foram queimados no atentado. Dos dez promotores que integram a PIC, sete estão de férias.
Além de proteção à PIC de Curitiba, a procuradoria solicitou ao governo policiamento ininterrupto nas promotorias de Londrina e de Maringá.

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