A Delegacia de Homicídios encaminhou ontem para o deputado federal Moroni Torgan (PFL-CE) um ofício contendo o resultado da perícia feita pelo Instituto de Criminalística (IC) nos fragmentos de vidros coletados no dia 1º de maio, durante a passagem da CPI Nacional do Narcotráfico por Curitiba. Na ocaisão, a sessão da CPI teve que ser interrompida por causa de um estrondo semelhante ao de disparos de arma de fogo. O vidro de uma das portas de entrada do hall de acesso ao plenário quebrou.
Os deputados federais da CPI chegaram a dizer que se tratava do primeiro atentado realizado contra a comissão. ‘‘Apesar do que eles disseram, o laudo foi muito bem confeccionado e não restou provado nenhum tiro’’, declarou o delegado Fauze Salmen, titular da Homicídios.
A reportagem da Folha teve acesso ao laudo dos peritos. Eles colheram todos os fragmentos do módulo de vidro esquerdo que estavam no chão e analisaram individualmente. Foram feitos testes laboratoriais de alta definição no local e nos fragmentos coletados e não foi detectado qualquer componente de projétil. Mas o laudo não esclarece o motivo da quebra do vidro. (Luciana Pombo)

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