Criminalista diz que tem nas mãos seu ''grande caso''
Criminalista de renome no Rio de Janeiro, o advogado Luiz Guilherme Vieira não tinha ainda no currículo uma figura do cenário político e econômico do porte de Francisco Lopes e um caso de tanta repercussão. Em conversas recentes com seus pares, ele se refere a Lopes, como o seu grande caso.
Antes desse caso, Vieira tinha se destacado como um dos defensores do bicheiro capitão Guimarães, e de um dos acusados pela morte da menina Mônica Granuzzo, em 1985, que comoveu a cidade. Seu caso mais polêmico, porém, talvez tenha sido a defesa de Guilherme de Pádua, o assassino da atriz Daniella Perez. Vieira não chegou até o julgamento: teve problemas com o cliente e, depois, discordâncias profundas com o advogado que defendeu o ator, Paulo Ramalho.
Considerado pela maioria dos colegas até hoje como profissional talentoso, Vieira não passou pelo crivo de alguns respeitados advogados. Não entendi como ele não considerou o aspecto político, num caso em que isso é que vai determinar o andamento jurídico, apontou um criminalista no Rio. Ele agiu como um deslumbrado, não teve sensibilidade para sentir o ambiente, criticou outro advogado de grande banca.
Em contrapartida, Vieira - que completou 39 anos exatamente no dia em que entrou para a história das CPIs - passou o dia de ontem recebendo telegramas e telefonemas de apoio. Um deles foi de seu ex-colega de escritório e mentor intelectual, o criminalista Antonio Carlos Barandier, que o contratou, recém-formado pelas Faculdades Cândido Mendes, no início dos anos 80.





