Crimes ambientais também são lembrados
Curitiba - O deputado federal Irineu Colombo (PT-PR) está no cargo desde 1999. Agricultor, eletricista, músico e professor, ele amarga duas ações judiciais por crime ambiental (dano a unidade de conservação) e desmatamento. Ele teria sido um dos líderes da invasão do Parque Nacional do Iguaçu, em outubro de 2003, que teria resultado em destruição de edificações do IBAMA e desmatamentos. Na época, Colombo defendia a abertura da Estrada do Colono para passagem de veículos.
Hoje, Colombo não se arrepende da luta. Mas nega que tenha incitado a invasão no Parque Nacional do Iguaçu. ''O processo acaba de ser arquivado contra mim por falta de provas. Existia apenas o relato da imprensa contra mim. Não cometi crime ambiental. Apenas apoiei a abertura da Estrada'', declarou. Para Colombo, a ação contra ele não era séria. ''Acho que não atrapalha uma eleição. Atrapalharia se eu estivesse sendo processado por falta de ética, desvio de dinheiro público, improbidade administrativa, crime contra a vida ou crime sexual. Minha luta é pública e é pelo povo.''
O deputado federal Bernardino Oliveira Filho (PL-PR) não responde a processos judiciais. Entretanto, aparece como tendo dois funcionários de seu gabinete envolvidos no esquema sanguessugas. Parlamentar desde 1999, Oliveira Filho é radialista e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Ele nega que conhecia os assessores contratados pelo gabinete. O nome do deputado não apareceu em qualquer depoimento até agora dado por envolvidos na máfia de compra de ambulâncias superfaturadas com licitações direcionadas nos municípios com recursos federais.
Hermes ''Frangão'' Parcianello (PMDB) é um dos deputados federais do Paraná mais antigos na Câmara Federal. Ele é parlamentar desde 1995 - sempre no PMDB. O nome do deputado federal não aparece em qualquer ação judicial, mas o site Transparência Brasil cita uma proposta polêmica que teria sido apresentada por ele: uma emenda constitucional que favoreceria as empresas devedoras da Previdência Social. Com a emenda, as empresas poderiam pagar dívidas previdenciárias entregando títulos de terrenos na Amazônia. A proposta foi derrubada em plenário.
O parlamentar diz que foi relator da matéria. Ele teria sido procurado por devedores da Previdência para inclusão do artigo na Medida Provisória 222. Segundo Parcianello, a propriedade das terras em Envira, Silves e Apiacás, que seriam usadas na quitação das dívidas da Previdência, é legítima. O deputado paranaense alega também que a possibilidade de uso das áreas pelas empresas de ônibus na liquidação de suas pendências previdenciárias permitiria o cumprimento de tratados internacionais assinados pelo Brasíl, em que o país se comprometeu a criar 50 milhões de hectares de novas florestas nacionais na Amazônia. (L.P.)





