Crime deixa petistas em estado de alerta
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2002
Katia Michelle Equipe da Folha 
Curitiba - A morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, fez com que o PT se mobilizasse para garantir a segurança das principais lideranças políticas do País. A partir de hoje, membros do partido que estão em evidência terão a segurança reforçada. A medida foi tomada porque parte do PT defende que Daniel foi vítima de atentado político. O prefeito de Santo André, e outros 14 petistas, receberam cartas com ameaças de uma suposta Frente de Ação Revolucionária Brasileira (Farb), que reivindicou a autoria do assassinato do prefeito de Campinas, Antônio Costa dos Santos, o Toninho do PT, no ano passado.
Ontem, lideranças petistas do Paraná seguiram para São Paulo, onde realizaram um ato ecumênico pela paz. O presidente estadual do partido, André Vargas, acredita que há um movimento de intimidação à política social implantada pelo PT. Setores que sempre se articularam e beneficiaram com os governos anteriores, como o narcotráfico, encontraram dificuldades com a implantação da nossa política, disse.
Os prefeitos de Londrina, Nedson Micheletti, de Ponta Grossa, Péricles Macedo, e de Maringá, José Cláudio Pereira Neto, todos do PT, também seguiram para São Paulo. Queremos que a responsabilidade pela morte de Daniel seja apurada, cobrou o presidente do diretório do PT de Curitiba, Roberto Salomão. Esta é uma ação orquestrada, disse o deputado estadual Ângelo Vanhoni.
O governador Jaime Lerner (PFL) afirmou estar chocado com a morte do amigo. Segundo ele, no período como prefeito de Curitiba, manteve diversos contatos com Daniel. Era uma pessoa extremamente solidária, lamentou.


