Criadores e leiloeiros ironizam Valério
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terça-feira, 28 de junho de 2005
Agência Estado 
Araçatuba (SP) - Pecuaristas e leiloeiros de gado de São Paulo e Minas Gerais receberam com desconfiança e ironia a versão dada pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza de que teria usado R$ 20,9 milhões sacados das contas do Banco Rural na compra de reses e cavalos de raça, valor suficiente para adquirir entre 40 mil e 50 mil cabeças de bezerros de engorda. Para eles, Valério mente porque ninguém nunca ouviu falar do nome dele ou de algum comprador que tivesse usado valores tão altos (mais de R$ 100 mil) em pagamentos à vista e em dinheiro vivo para a aquisição de animais para abate ou de elite.
''Ele é um total desconhecido do mercado de leilão de gado, que é, praticamente, a única alternativa para se comprar grandes quantidades de animais para abate'', disse o presidente do Sindicato Nacional dos Leiloeiros Rurais, entidade que reúne os principais pregoeiros em leilões do País, Daniel Bilk Costa.
''Ele não existe como criador de gado'', diz o diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) Frederico Diamantino. A ABCZ, sediada em Minas, congrega o maior número de pecuaristas de gado de elite do País (15 mil). Diamantino disse que, ao saber das declarações do publicitário, fez um levantamento e constatou que ele não é sócio da associação.


