Curitiba - A criação da Secretaria de Estado de Governo (SEEG) será votada na próxima segunda-feira pelos deputados estaduais. Depois do projeto ser revisto três vezes em apenas um mês de tramitação na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a proposição aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está ''desidratada'' dos polêmicos Escritórios Regionais de Governo e prevê 32 novos comissionados na Casa Civil, um na Procuradoria Geral do Estado (PGE) e apenas oito na equipe que trabalhará com Cezar Silvestri (PPS). Ao todo são 41 novos cargos, cujo custo anual passa de R$ 4,2 milhões.
A proposta foi questionada pelos petistas Elton Welter e Péricles de Mello na CCJ. Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, anunciou que apresentará emenda sugerindo que seja criada a figura jurídica da SEEG, mas sem os cargos. ''Não há como votar algo que contraria a lei'', critica Veneri, sobre o fato do Paraná estar impedido de contratar novos funcionários, pois ultrapassou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. De qualquer forma, Ademar Traiano (PSDB), líder de Beto Richa na AL, pediu que semana que vem o plenário seja transformado em comissão geral, seguido de reuniões extraordinárias, para acelerar a decisão sobre o projeto.

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