Criação de CPI da Receita ganha força
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba A possibilidade de instauração da CPI da Receita Estadual na Assembleia Legislativa (AL) ganhou força após o anúncio da formação da bancada independente no começo da semana. É necessária a coleta de 18 assinaturas para que a Comissão seja instalada e, hoje os parlamentares têm a metade disso. Entretanto, nos bastidores, já se vislumbra que tal medida possa ser adotada. Oito deputados ouvidos pela FOLHA informaram que devem assinar o documento que possibilitaria a Casa a abrir investigação sobre os escândalos envolvendo o órgão do Estado. O assunto deve voltar a ser discutido na próxima semana, após a votação do reajuste para o funcionalismo.
Até o momento nove parlamentares já se posicionaram favoravelmente pela criação da CPI: Tadeu Veneri, Professor Lemos, Péricles de Melo, do PT; Requião Filho, Nereu Moura e Anibelli Neto, do PMDB; Nelson Luersen, do PDT; Tercílio Turini, do PPS; e Márcio Pacheco, do PPL.
Conforme Turini, que lidera a composição da nova bancada, os deputados que fazem parte deste "grupo" inclusive já conversaram sobre a criação da CPI da Receita, mas acham importante resolver a questão do reajuste dos servidores. "Ainda mais depois do que aconteceu hoje (ontem), com mais de 60 prisões, mostrando a necessidade da Assembleia de se envolver com o assunto", disse.
A mesma opinião é compartilhada pelo líder da oposição, Tadeu Veneri (PT). "Estamos insistindo que depois que terminar este processo do reajuste, vamos nos debruçar sobre a questão da Receita. Temos muitas prisões, não é uma coisa qualquer que está acontecendo no Paraná. Por muito menos outras assembleias e o Congresso Nacional estão fazendo CPIs. É preciso a seriedade que o caso exige", destacou.
Já o líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) acredita que o trabalho que vem sendo feito pelo Ministério Público já é o necessário, e não concorda com a instalação de uma CPI. "A CPI é mais para divertir, dá mídia, discursos e debates dentro do parlamento", minimizou.


