Curitiba – A oposição ao governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná já tem 16 das 18 assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Receita Estadual. A intenção do grupo é investigar os desdobramentos da Operação Publicano, que apurou, segundo estimativas do Ministério Público (MP), desvios de quase R$ 1 bilhão na arrecadação de tributos.
Ontem, endossaram o documento os "independentes" Chico Brasileiro (PSD), Cláudio Palozi (PSC), Evandro Araújo (PSC) e Gilson de Souza (PSC). Além deles, já apoiavam a CPI: Ademir Bier (PMDB), Anibelli Neto (PMDB), Gilberto Ribeiro (PRB), Márcio Pacheco (PPL), Nelson Luersen (PDT), Nereu Moura (PMDB), Paranhos (PSC), Péricles de Mello (PT), Professor Lemos (PT), Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Tercílio Turini (PPS).
Na avaliação de um deputado, que preferiu não se identificar, ainda é possível "convencer" Edson Praczyk (PRB), Rásca Rodrigues (PV), Marcio Pauliki (PDT) e Ney Leprevost (PSD). O argumento é que não se pode combater apenas a corrupção do PT, representado pelo governo federal, e sim também a do PSDB. Os demais membros da AL, contudo, todos da bancada de apoio a Beto, devem se abster.
Por outro lado, segundo esse mesmo deputado, a expectativa é que a CPI da Quadro Negro, relativa a irregularidades na condução de obras em colégios estaduais, siga "engavetada". Isso porque, diz, ela "atingiria em cheio" até mesmo alguns parlamentares hoje com mandato.

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