O pedido da CP Sercomtel foi protocolado pelo Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina no dia 22 de fevereiro. Na denúncia, os integrantes alegaram irregularidades na venda direta das ações da telefônica à Copel, além da contratação do show da Xuxa na inauguração do Pronto Atendimento Infantil e compra de marmitas para a campanha eleitoral de 98.
Dois dias depois, a denúncia foi lida no plenário. A sessão terminou em tumulto e pancadaria. O então presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), encerrou os trabalhos alegando que advogado Ruy Marçal Carneiro invadiu uma sala onde os vereadores estavam reunidos. No mesmo dia, a defesa de Belinati ingressa com mandado de segurança para tentar barrar a investigação.
Em 29 de fevereiro, o desembargador Cyro Crema, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, acatou o agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo. A votação da CP fica suspensa.
Em 1º de março, a OAB protocola no TJ dois recursos (pedido de reconsideração e agravo regimental) contra decisão de Cyro Cremma, que em 12 de abril considera-se impedido para analisar os recursos, alegando questão de ‘‘foro íntimo’’.
Somente em 25 de abril, o desembargador Fleury Fernandes extinguiu a liminar. Baseado neste parecer, em 16 de maio, a Câmara aprovou a formação da CP, que tem prazo para concluir os trabalhos até segunda-feira.

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