Criação da RM de Cascavel divide Assembleia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba - O projeto de lei 402/2012, que institui a quinta região metropolitana do Paraná, em Cascavel (Oeste), vem gerando polêmica na Assembleia Legislativa (AL). De um lado, deputados favoráveis citam as vantagens que o planejamento integrado traria aos 28 municípios. De outro, os contrários argumentam que o critério para a formação de um novo conglomerado deveria ser técnico, e não político. Ontem, um pedido de vista dos parlamentares Tadeu Veneri (PT) e Hermas Brandão Jr. (PSB) adiou a votação na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com isso, a mensagem só voltará a ser apreciada na semana que vem.
Atualmente, o Estado conta com regiões metropolitanas em Curitiba (29 cidades), Maringá (26), Londrina (25) e Umuarama (24). Os autores do PL 402, Professor Lemos (PT), André Bueno (PDT), Adelino Ribeiro (PSL) e Nereu Moura (PMDB), justificam que a iniciativa facilitaria, além da integração do transporte, a requisição de subsídios habitacionais. Bueno adiantou que, em caso de negativa, pretende reapresentar a mensagem na próxima legislatura.
Para o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), porém, da forma como está, a matéria não tem condições de passar. Ele lembrou que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu) já emitiu parecer desfavorável. "Regiões metropolitanas são aquelas com área contínua, conurbadas, onde você não sabe quando termina uma cidade e começa a outra. O IBGE levanta uma série de características, que deveriam ser observadas."
Além de Cascavel, integrariam a região: Toledo, Tupãssi, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Jesuítas, Iracema do Oeste, Nova Aurora, Anay, Ubiratã, Iguatu, Cafelândia, Campo Bonito, Catanduvas, Ibema, Guaraniaçu, Diamante do Sul, Corbélia, Lindoeste, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Céu Azul, Matelândia, Capitão Leônidas Marques, São Pedro do Iguaçu, Vera Cruz do Oeste, Ouro Verde do Oeste e Três Barras do Paraná. O texto deixa claro, contudo, que o rol não é "taxativo", isto é, que futuramente poderia haver a inclusão de outras cidades no conglomerado.


