O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, chegou a Sobral (CE) ontem para encerrar sua campanha animado com os números da última pesquisa do Ibope que apontam um crescimento de sua candidatura, de 6% para 9% das intenções de voto. Antes do comício de encerramento, que começaria às 21 horas, Ciro criticou o presidente Fernando Henrique Cardoso, chamando-o de testa-de-ferro dos interesses estrangeiros no Brasil. ‘‘Fernando Henrique é o títere das grandes corporações multinacionais’’, atacou Ciro, referindo-se à manutenção dos juros altos.
Foi em Sobral, cidade onde nasceu Ciro, que o candidato iniciou sua campanha à Presidência, em julho. O comício acontece no mesmo local, na praça do Arco de Nossa Senhora de Fátima. Ciro mostrava-se esperançoso com a possibilidade de um segundo turno e com o crescimento das intenções de voto nessa reta final. ‘‘Uma coisa que vai ficar bastante clara depois das eleições é que os intitutos de pesquisas manipularam sordidamente os números’’, disse Ciro Gomes, acreditando que sua votação será muito maior do que aparece nas pesquisas. ‘‘Não irá me supreender se no sábado as pesquisas apontarem um número superior aos 9%’’, comentou.
Quando chegou a Sobral, no final da tarde, Ciro foi recebido por um grupo de correligionários e amigos, além do prefeito da cidade, seu irmão Cid Gomes (PPS), na Câmara Municipal da cidade. Durante a campanha ele visitou 600 cidades em praticamente todos os Estados, com exceção do Amapá e Roraima. Ontem, ao ver publicado o resultado do Ibope no Ceará, ele se disse surpreso com o seu crescimento no Estado onde foi governador. ‘‘Foi surpreendente a resistência do povo cearense’’, argumentou Ciro, lembrando que os analistas políticos apontavam que haveria um esvaziamento da sua candidatura na reta final da campanha, principalmente no Ceará.
Segundo Ciro, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e a equipe econômica estão escondendo a real situação do País, que deve ser surpreendido com um duro pacote logo após as eleições. ‘‘O FMI está exigindo do País um duro ajuste fiscal que é impossível de se cumprir’’, disse o candidato do PPS. (AE)

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