Crescimento econômico aumenta chances
Rio de Janeiro - Os economistas analisaram também, usando a mesma base de dados, como o crescimento econômico afeta a probabilidade de um chefe de governo reeleger-se ou fazer seu sucessor. E, novamente, os resultados variaram entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento.
No primeiro caso, o crescimento, seja ao longo de todo o mandato, seja no último ano, não afeta as perspectivas eleitorais. Nos países emergentes, o crescimento aumenta as chances de reeleição. Mas a variável decisiva é o crescimento ao longo do mandato. As chances de reeleição não são afetadas pelo fato deste crescimento se concentrar mais ou menos no último ano do mandato. Pelo estudo, um aumento médio de 1 ponto porcentual na taxa de crescimento anual do PIB durante o mandato aumenta de 7% a 9% a probabilidade de reeleição nos países em desenvolvimento.
Para Lino Olivares, economista-chefe do Opportunity Asset Management, que acompanha de perto o trabalho de Brender e Drazen, ''nos países menos desenvolvidos, o Estado é mais visto como indutor do crescimento, enquanto nos desenvolvido este papel é atribuído ao setor privado''.
Causas internas - Os economistas israelenses conseguiram mostrar também que, de forma surpreendentemente racional, os eleitores premiam o crescimento com causas internas, e são relativamente indiferentes ao que deriva do dinamismo da economia global. ''Este foi um dos resultados mais interessantes do trabalho para mim'', disse Brender.
Ele acha que faz sentido a diferente reação dos eleitores dos países desenvolvidos e dos em desenvolvimento. Argumenta que no mundo emergente os governos têm um papel mais importante na dinamização da economia, contribuindo decisivamente para a estabilidade institucional, o ambiente de negócios, as regras, o direito de propriedade, etc. ''Já nos países desenvolvidos, tudo isto já existe, e a margem que os governos têm para influenciar o crescimento é muito menor.'' (AE)





