Curitiba - O crescimento do senador e ex-ministro José Serra (PSDB) não está consolidado, e é creditado à queda da governadora do Maranhão, a pefelista Roseana Sarney. A avaliação é do presidente da Brasmarket, Ronald Kuntz. ‘‘A destruição de um beneficiou o outro’’, afirmou.
Para Kuntz, o crescimento do ex-ministro da Saúde é precoce. ‘‘Vivemos um momento atípico. O quadro é instável’’, explicou. ‘‘Se for configurado que houve traição por parte do governo a um aliado, haverá um grande custo político para o candidato governista’’, disse. Kuntz refere-se à apreensão de documentos na sede da Lunus, empresa de Jorge Murad, marido de Roseana. Aliados da governadora acreditam que o governo federal pode estar por trás da ação policial.
Ele frisou que as candidaturas podem se consolidar de acordo com o posicionamento que os partidos adotarem. ‘‘O Serra teve um benefício no desempenho inicial, mas está em posição difícil. Se for visto como alguém que apunhalou o companheiro, vai ficar muito ruim.’’
Segundo Kuntz, os próximos 30 dias serão cruciais para medir os efeitos das estratégias. Por enquanto, a tendência do brasileiro é votar na oposição, acredita ele.
Para o presidente do instituto de pesquisa, a corrupção é o calcanhar de Aquiles do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, por consequência, do candidato governista. ‘‘A pesquisa mostra que o PSDB tem uma tarefa muito árdua para legitimar sua posição de combate à corrupção’’, declarou.
Kuntz disse que a apuração da origem do dinheiro encontrado na Lunus pode não ser concluída até as eleições, em outubro. ‘‘Se ficar comprovado que o dinheiro é de corrupção, a Roseana está liquidada.’’ Kuntz avalia que a união do PFL é fundamental para evitar a derrocada de sua candidatura. O problema é que os pefelistas estão rachados. Enquanto uma ala –comandada pelo presidente da sigla, Jorge Bornhausen– defende a candidatura, outra corrente acredita que recuar seria melhor.

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