Cresce pressão para saída de Waldir Pires
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Gabriela Guerreiro<BR>Folhapress 
Criticado por setores do governo e da oposição, o ministro Waldir Pires (Defesa) não participou da reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir soluções para a crise aérea, realizada ontem no Palácio do Planalto. A ausência dele no encontro foi alvo de especulações sobre a situação de Pires no governo.
A permanência de Pires no governo é questionada desde o início da crise do tráfego aéreo, agravada pela queda do avião da Gol, em setembro passado. O acidente com o avião da TAM, na última terça-feira, fragilizou ainda mais a situação dele.
Aliados do Planalto já defendem abertamente a saída de Pires. ''O presidente da República tem de refletir sobre todas as possibilidades (inclusive pensar em demissões). Não cabe à CPI dizer quem deve ser demitido'', disse o relator da CPI do Apagão na Câmara, Marco Maia (PT-RS), referindo-se às autoridades de comando no setor aéreo.
Lula vem acompanhando a crise por intermédio do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito - mas havia se manifestado publicamente somente por meio de nota oficial. Assim como Lula, Pires também só se manifestou sobre o acidente por meio de nota oficial.
Lula deve fazer hoje um pronunciamento à nação para relatar as ações do governo federal que serão implementadas no setor aéreo. O pronunciamento será feito após reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac), marcada para hoje, quando serão discutidas medidas para a redução do tráfego aéreo em Congonhas.
O Conac foi convocado pelo presidente para discutir a crise depois do acidente com o Airbus da TAM. O órgão é composto por sete ministros, mas tem entre seus convidados os presidentes da Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Departamento de Políticas de Aviação Civil.
Integram o Conac os ministros Waldir Pires (Defesa), Celso Amorim (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Marta Suplicy (Turismo), Dilma Rousseff (Casa Civil), além de Juniti Saito.


