A decisão da família de José Alencar pela cremação do corpo do ex-vice-presidente trouxe à tona novamente a ação judicial movida pela professora aposentada Rosemary de Morais, de 55 anos, para ser reconhecida como filha do político.

A família alega que atendeu a um pedido do próprio Alencar, mas hoje (31), durante o velório realizado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), circularam informações de que o corpo de Alencar poderia ser enterrado ao invés de cremado - funcionários do Cemitério do Bonfim, na capital, chegaram a ficar de prontidão no palácio.

Especulações de que a decisão pela cremação poderia levar à anulação da possibilidade de prova material - obtida por meio do exame de DNA - causou desconforto entre familiares e outros presentes. Rosemary, que mora em Caratinga (MG), ameaçou comparecer ao velório, mas acabou desistindo, com receio de "se sentir uma intrusa".

"Penso que é um direito deles. O certo seria colher material (genético) dele antes de fazer a cremação. Não sou eu que tenho de provar, eles é que têm", afirmou Rosemary. "Nem quis ir ao velório para não dar motivo, para não atrapalhar em nada, dizer que eu fui atrás de mídia. Estou quieta no meu canto".

Após a cerimônia, Antônio Gomes da Silva, irmão de Alencar, negou qualquer vínculo entre a cremação do corpo e a ação de paternidade. "De jeito nenhum", resumiu. "Foi uma decisão que tinha de partir da mulher e dos filhos. Tem que consultar todos".

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