Um grupo de aproximadamente de 30 pessoas protestou ontem à tarde na Rua XV de Novembro, centro de Curitiba. Com faixas e cartazes, os manifestantes acusaram o candidato do PSC à Câmara dos Vereadores, Fábio Camargo, de dar um calote de R$ 36 mil nos fornecedores e prestadores de serviço que contribuíram para sua campanha. Fábio Camargo é genro do conselheiro do Tribunal de Contas, Rafael Iatauro.
‘‘Estamos passando fome’’, dizia uma das faixas carregadas pelos manifestantes. O pintor Paulo Cesar Martins, um dos prestadores de serviços, alegou que existem 25 credores do candidatos. ‘‘Tem gente que não recebeu um centavo’’, reclamou. Além de pintores, protestaram ontem criadores de peças publicitárias para o genro de Iatauro. Um deles, que não quis se identificar, tem cheques do candidato.
Fábio Camargo negou todas as acusações, em entrevista à Folha. ‘‘É óbvio que não devo nada. Porque eles não foram reclamar na Delegacia Regional do Trabalho? (Os pintores) já tentaram me extorquir’’, questionou Camargo. O genro de Iatauro acusou, sem citar nomes, os adversários na disputa por uma das 35 vagas – até mesmo os que são companheiros de partido – de estarem ‘‘mancomunados’’ com os pintores.
‘‘Eles se intitulam donos das cadeiras da Câmara e, por isso, não querem a nossa eleição. Isso (o protesto) é uma manipulação política e sei de qual candidato está vindo’’, afirmou, novamente, sem citar nomes. Camargo assegurou que um dos pintores que participou do protesto, de nome Dirceu (o candidato disse que não lembrava o sobrenome), chegou a ficar preso durante quatro dias no 1º Distrito Policial (no centro) por tentativa de achaque.
Fábio Camargo afirmou que vem recebendo ‘‘ameaças’’ e trotes pelo telefone nos últimos dias. ‘‘Vou retribuir à altura e de forma séria na tribuna. Vou denunciar todos os vereadores, inclusive os do meu partido, que tenham processos no Ministério Público’’, provocou.

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