As ações da Prefeitura de Londrina executadas pela Secretaria Municipal de Agricultura devem ser as mais atingidas pela suplementação de R$ 894 mil ao orçamento da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Ontem, a Câmara de Vereadores aprovou em segundo e último turno projeto do Executivo que abre esse crédito adicional para cobrir aditivos contratuais com empresas que prestam serviços de capina, roçagem, varrição e lavagem do Calçadão.
A matéria foi chamada na sessão de terça-feira para ser votada em regime de urgência. Ao longo das 50 páginas, a menção aos programas de trabalho que seriam parcialmente cancelados para fazer frente ao crédito foi feita apenas por meio de códigos contábeis. Ontem, a planilha com as pastas afetadas foi apresentada em plenário pela vereadora Sandra Graça (sem partido), única a votar contra a matéria. Roberto Fu (PDT) se asbteve.
Entre os investimentos, 28 foram integral ou parcialmente cortados, proporcionalmente os da Agricultura estão entre os mais afetados. Dos R$ 120 mil previstos para construir a sede da secretaria, por exemplo, R$ 100 mil foram para o pagamento dos aditivos. Já as obras de revitalização de praças nos distritos perderam R$ 7 mil dos R$ 18 mil no orçamento de 2006. Destino idêntico teve a verba destinada à aquisição de equipamentos para ações de abastecimento e apoio ao agricultor: foram cancelados R$ 50 mil de um total de R$ 101 mil. Os R$ 210 mil previstos para aquipamentos de conservação das estradas rurais foram reduzidos a R$ 95 mil. Nem mesmo a readequação dessas estradas - reclamação constante em alguns distritos - ficou imune: perdeu R$ 63 mil dos R$ 450 mil antes reservados no orçamento.
Secretarias como a de Obras e Pavimentação também foram lembradas na anuação de recursos. A urbanização de logradouros públicos, à qual seriam gastos R$ 1.114 milhão, perdeu R$ 114 mil para quitar os aditivos com as terceirizadas Ecossystem e Visatec, cujos contratos foram aditivados no início deste ano.
A FOLHA tentou contato com o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, mas ele não foi localizado para comentar o critério adotado para os cortes. O secretário municipal de Agricultura, Nilson Ladeia, também não atendeu os telefonemas da reportagem.

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