CPT denuncia descaso na recolocação de famílias
Curitiba - A Comissão Pastoral da Terra (CPT) alega que a Elejor não cumpriu a promessa para recolocação de famílias que estavam na área a ser alagada para a construção da usina, e por isso encaminhou denúncia ao Ministério Público (MP) estadual em Guarapuava.
De acordo com informações da CPT, no final da tarde da última sexta-feira quatro famílias de agricultores que residiam na área a ser alagada para a construção da hidrelétrica teriam sido retiradas por policiais militares. A Secretaria de Estado da Segurança Pública, porém, nega que a Polícia Militar (PM) tenha retirado os agricultores. Segundo fonte da Folha na região de Guarapuava, seguranças privados poderiam ter atuado na retirada das famílias. A denúncia da CPT está nas mãos do promotor Cláudio Cortesia. O promotor disse ontem que vai se reunir com os integrantes da CPT na próxima semana. ''O pedido da CPT é para que se investigue se houve excesso'', explicou.
Outras cerca de 12 famílias de pequenos agricultores se recusam a sair da área, segundo a CPT. Eles alegam que a Elejor não cumpriu as promessas de recolocação das famílias, não igualando a qualidade e o preço da terra e de benfeitorias. ''Acreditamos que houve equívocos nesse processo'', disse José Carlos Vandersen, agente da CPT em Guarapuava. A denúncia foi entregue ao MP em Guarapuava anteontem, por integrantes da CPT e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Eles pedem ao MP a verificação de todo o processo de liberação da construção da barragem, principalmente no reassentamento das famílias. A Folha não conseguiu contato ontem com a direção da Elejor, para comentar a autorização da Aneel e a denúncia da CPT. (M.D.)





