CPMI quebra sigilo de assessores de Perillo
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Andreza Matais, Erich Decat e Rubens Valente <br>Folhapress 
A CPMI do Cachoeira aprovou ontem a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), desde 2002.
Anteontem, Agnelo se dispôs, em depoimento à comissão, a abri-los. O oferecimento do petista levou o tucano Marconi Perillo a fazer o mesmo - ação que havia negado em depoimento à CPMI na terça-feira. Durante o depoimento de Agnelo, Perillo anunciou ter mudado de ideia. A declaração foi dada em entrevista coletiva em Goiânia. Perillo, entretanto, não disse quais sigilos aceita abrir -fiscal, bancário ou telefônico.
O sigilo de Agnelo, na verdade, já havia sido quebrado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga sua passagem pelo Ministério do Esporte. Os dados poderiam ser pedidos pela CPMI.
As informações sigilosas dos governadores podem revelar se eles receberam dinheiro do empresário Carlinhos Cachoeira, além de mostrar se tinham renda para justificar evolução patrimonial.
Os dois falaram à CPMI sobre suas relações com o grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso acusado de corrupção.
Mulher de Cachoeira
A CPMI do Cachoeira voltou a mirar no governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e convocou a depor cinco pessoas ligadas ao tucano. Das dez pessoas convocadas pela CPMI, cinco são ligadas a Perillo.
Entre os convocados estão o jornalista Luiz Bordoni, que diz ter recebido por trabalhos prestados à campanha do tucano de uma empresa do esquema de Cachoeira.
A lista inclui ainda Lúcio Fiuza, ex-assessor especial do governador de Goiás; Alexandre Milhomem, arquiteto que reformou uma casa do governador; e Ana Cardozo de Lorenzo, que seria sócia de uma empresa de opinião contratada pela campanha de Perillo ao governo em 2010.
No requerimento, do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), consta que ela recebeu dois cheques de R$ 56 mil da empresa Alberto e Pantoja, um mês após ter prestado o serviço para a campanha do tucano. A Alberto e Pantoja é, segundo a Polícia Federal, uma empresa de fachada usada no esquema de Cachoeira.
A CPMI quebrou os sigilos da Excitante, empresa que pagou com cheques uma casa vendida pelo governador; de Lúcio Fiuza, assessor especial de Perillo; e das empresas: Faculdade Padrão, cujo dono se diz o comprador da casa do governador, e Mestra Administração, que aparece como dona do imóvel no registro feito em cartório.
A comissão também vai ouvir Andressa Mendonça, mulher do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A CPMI convocou e quebrou ainda o sigilo de Alcino de Souza, dono da GM Comércio de Pneus, que recebeu milhões do esquema de Cachoeira.


