CPMI ouvirá 10 pessoas no PR
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quarta-feira, 28 de abril de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que está investigando a evasão de divisas do Brasil para o Exterior através das chamadas contas CC-5 estariam no Paraná desde ontem à noite para ouvir os depoimentos de dez pessoas supostamente envolvidas na remessa ilegal de dólares para paraísos fiscais. O doleiro Alberto Youssef, que seria ouvido nas audiências do Paraná, não está na lista dos dez convocados pela CPMI do Banestado, como é conhecida a comissão.
De acordo com o deputado federal José Mentor (PT-SP), relator da CPMI, a ausência do pedido de reconvocação de Youssef significa que a comissão não terminou os trabalhos no Paraná. Além do doleiro, que tem residência fixa em Londrina, deverão ficar para uma nova audiência diretores do Banco Araucária, um dos principais bancos que operavam com as contas CC-5, que eram aparentemente legais e tinham como objetivo inicial o atendimento às necessidades de estrangeiros residentes no Brasil. ''Não iremos terminar dessa vez as diligências pelo Paraná. Entretanto, podem ocorrer convocações surpresa durante o dia de amanhã (hoje)'', disse ontem Mentor.
Os parlamentares convocaram para prestar esclarecimentos: o ex-funcionário do Banco Central (BC) George Panteliades; o ex-gerente da Casa de Câmbio Elcatur Valdir Werle; os ex-diretores do Banco Integración Afonso Celso Braga, Afonso Celso Braga Filho, Marco Antonio Vendramett, Carlos Alberto Klein, Elias Lipatin Furman, Célio Tunholi e Acir Eloir Pinto da Rocha; e o ex-presidente do Banco Integración Luiz Carlos dos Santos Mello. ''O Banco Integración foi o que mais se utilizou do Banestado e do Araucária para a remessa de dólares através das contas CC-5 para o Exterior. Queremos saber os motivos que levaram os diretores a remeterem o dinheiro para paraísos fiscais e quem eram as pessoas que solicitavam esse envio com nomes de laranjas'', disse Mentor, em entrevista à Folha.
A CPMI do Banestado também tem reunião marcada com a força-tarefa do Paraná que investiga a remessa de dólares para o Exterior. A força-tarefa é composta por representantes do Ministério Público (MP) federal e por delegados da Polícia Federal. Ontem, representantes da força-tarefa confirmaram que foram chamados para colaborar com a CPMI nos trabalhos que começam às 9 horas, no plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná.


