O sub-relator de Fontes Financeiras da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), solicitou o agendamento do depoimento da ex-assessora financeira da campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT), Soraya Garcia.
O depoimento de Soraya que denunciou o gasto de R$ 5,2 milhões a mais do que os R$ 1,3 milhão declarados à Justiça Eleitoral e o suposto envolvimento de lideranças nacionais do PT com o abastecimento de recursos para a campanha foi solicitado pelo deputado Eduardo Paes (PSDB) e inicialmente agendado para o dia 9 de novembro. O depoimento foi adiado no mesmo dia pelo presidente da CPMI, Delcídio Amaral (PT).
''Na última reunião administrativa, até por precaução, pedi em público que fosse remarcado o depoimento de Soraya. Estamos insistindo para que seja remarcado agora no reinício dos trabalhos ou de maneira alternativa pedimos para que o delegado, doutor Sandro (Viana dos Santos) possa reassumir e presidir o inquérito que ele abriu aqui em Londrina, hoje ele não está mais em Londrina, mas em caráter excepcional, estabelecendo um prazo de 30 a 60 dias para encerramento desse inquérito'', explicou.
O inquérito, que está suspenso por determinação da Justiça Eleitoral, é presidido pelo delegado Kandy Takahashi. ''Se isso acontecer, podemos esperar o final do inquérito para marcar a convocação. O que não pode é que essa convocação seja uma disputa política entre partido A e B ou que pareça perseguição ao partido em Londrina, ou de determinadas lideranças. É uma vertente da investigação da CPMI como é a questão do caixa 2 do PSDB de Minas Gerais, que tem que ser investigado ou em uma subrelatoria ou pela Polícia Federal'', concluiu.
Fruet também solicitou a convocação de Solange Pereira, ex-secretária do ex-tesoureiro nacional do PT, Delúbio Soares. ''Em função das denúncias novas do pagamento da Coteminas'', justificou, se referindo ao pagamento de R$ 1 milhão supostamente feito pelo PT à empresa do vice-presidente José Alencar (PL), como pagamento de parte da dívida das campanhas municipais de 2004.
O deputado não quis adiantar os dados levantados pela comissão em relação às remessas de recursos que teriam sido feitas por algumas corretoras. ''São duas questões a serem investigadas. A primeira, a operação de algumas corretoras com alguns fundos de pensão. E a segunda, especificamente algumas corretoras que estão sendo analisadas pelo deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL), que estão sob sigilo, de que essas corretoras que operaram em determinadas operações que estão sob investigação, no mesmo período fizeram remessas ao exterior. Não significa que essas remessas sejam ilegais, podem estar justificadas, mas como há indícios de irregularidades em operações, essas operadoras estão agora sob investigação'', assegurou.

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