CPIs vão devassar prefeituras do PT
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sexta-feira, 12 de agosto de 2005
Agência Estado 
Brasília - Três comissões parlamentares de inquérito (CPIs) deram início a uma devassa nas prefeituras sob gestão do PT envolvidas em esquemas de corrupção e fraudes contra o Tesouro. Deputados e senadores que integram as CPIs dos Correios, do Mensalão e dos Bingos mapearão todos os contratos de compras e serviços fechados por administrações petistas que são alvo de investigação do Ministério Público (MP).
A principal suspeita é que o modelo adotado pelo publicitário Duda Mendonça para internação de recursos em paraísos fiscais tenha sido adotada por dirigentes ou colaboradores petistas a partir do fim dos anos 90.
''O objetivo é identificar quem montou esses esquemas em prefeituras do PT que se transformaram em laboratório para o 'mensalão' e uma arrecadação a nível nacional'', declarou o senador Romeu Tuma (PFL-SP), que integra as três CPIs. ''Vamos rastrear os mentores e executores desses programas, identificar a linha de conduta desse grupo, como se formou e qual foi o tempo que levou para fechar as transações e remessas ao exterior.'' No início da semana, ele pediu cópias de processos sobre improbidade nas prefeituras de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e Santo André, na Grande São Paulo, antigos redutos do PT marcados por desmandos e má gestão na avaliação do MP.
Tuma pediu à Promotoria Criminal de Santo André que remeta ao Senado cópias de ações e inquéritos sobre a atuação de empresários e políticos que teriam tomado conta de setores da prefeitura para desvios de recursos públicos e enriquecimento ilícito.
Os promotores de Justiça Amaro Thomé Filho e Roberto Wider, que investigam o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002, sustentam que ''quadrilha organizada estável'' encomendou o crime. Daniel foi morto porque teria decidido dar fim ao esquema de cobrança de propinas.
Eles informaram a Tuma que estão convencidos que o dinheiro da corrupção em Santo André abasteceu campanhas do PT, até mesmo a de Lula, em 2002.


