Curitiba - Diante das cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) instaladas ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o clima entre os deputados estaduais era de desânimo. Cleiton Kielse (PEN) verbalizou aquilo que vários políticos vinham dizendo em sigilo nos últimos quinze dias, sobre a ''febre de CPIs'' que assolou a AL no período. ''Essas comissões são completamente laranjas'', lascou o deputado estadual, para quem os inquéritos foram criados apressadamente ''com o único objetivo'' de bloquear a instalação da CPI dos Pedágios.
A sessão ordinária começou com brigas e desistências diante das indicações partidárias para a composição de cada comissão. O grande vencedor foi o PMDB, que garantiu a indicação de dois deputados da legenda para cada investigação. Já o PDT ''murchou'' e ficou de fora de todas as composições. ''Eu não quis participar de nenhuma. Dei prioridade para a CPI do Pedágio e quero participar dela, que é a mais importante'', declarou Nelson Luersen (PDT), autor do requerimento que pede a criação desta comissão, mas que está no fim da fila. Antes da CPI dos Pedágios, estão as cinco em funcionamento e uma sexta, para investigar os processos de falência administrados pelo Judiciário Estadual.
Quatro CPIs ainda vão marcar reunião para escolher presidente e relator, que pode acontecer somente após o feriado da Proclamação da República, semana que vem. Até lá, podem haver trocas nos membros e na indicação de suplentes. São elas a CPI dos Grandes Devedores de Tributos, a CPI das Pesquisas Eleitorais, a CPI dos Planos de Saúde e a CPI da Telefonia Móvel. Marcelo Rangel (PPS), por exemplo, disse que vai abandonar as duas comissões para as quais foi indicado, pois deixa a AL em janeiro para assumir a Prefeitura de Ponta Grossa. Reni Pereira (PSB) não compareceu à sessão de ontem, mas está na mesma situação. Augustinho Zucchi (PDT), eleito em Pato Branco, nem correu esse risco.
A única comissão que agilizou o trabalho foi a CPI das Obras da Copa de 2014, que será presidida por Fábio Camargo (PTB). A relatoria ficou com Jonas Guimarães (PMDB) e dela também participam Ademir Bier (PMDB), Ney Leprevost (PSD), Mauro Moraes (PSDB), Toninho Wandscheer (PT) e Gilberto Ribeiro (PSB).

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