CPIs lideraram as polêmicas
Curitiba - Às vésperas do encerramento deste legislatura, os deputados encontraram tempo para se envolver em novas polêmicas. Uma delas foi a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso das escutas telefônicas clandestinas. O escândalo viera à tona durante o período eleitoral, com a prisão do policial civil Délcio Augusto Rasera que trabalhava na Casa Civil do governo do Estado.
O pedido para abertura da CPI partiu de deputados de oposição que queriam investigar a hipotética ligação do governador com os grampos. Numa manobra rápida, a bancada governista conseguiu aprovar outra CPI que investigaria denúncias de grampos telefônicos nos últimos 12 anos de governo. Rápida também foi a duração da CPI. Com apenas 18 dias de atividades e apenas três depoimentos tomados, o relator Jocelito Canto (PTB) concluiu os trabalhos da comissão. No relatório final, nenhuma conclusão efetiva. Apenas uma alegação de que Requião não teria ligação alguma com o caso.
Outra comissão que envolveu o nome do governador foi a que investigou as invasões de terras no Estado. Em seu relatório final original, o deputado Barbosa Neto chegou a pedir o afastamento de Requião do cargo, alegando que o governo não vinha cumprindo os mandados de reintegração de posse de quatro fazendas ocupadas. Por fim, o relatório pediu a reitegração das fazendas em 60 dias, sob pena de responsabilização criminal dos chefes de Estado. (R.L.)





