CPIs ajudam o País, afirma Álvaro
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que, ao contrário das previsões pessimistas, as CPIs dos Bancos e do Judiciário não abalam a credibilidade do Brasil no exterior e comprovam o amadurecimento do regime democrático. Ele entende que mesmo com as duas CPIs, o País está superando a crise com o retorno do capital externo. Combater a corrupção e investigar atos praticados por burocratas desonestos não podem abalar a imagem de governo algum.
Para ele, a luta para acabar com a impunidade é o caminho para a conquista da credibilidade interna e externa. O senador acredita que as CPIs trarão uma contribuição ao País em termos de amadurecimento político e avanços nos setores político e social. A CPI dos Bancos presta um grande serviço ao governo, à nação e ao presidente Fernando Henrique. Na opinião dele, a investigação deveria ter sido iniciada ainda no legislativo anterior.
Ontem, em Curitiba, Álvaro, que é presidente do diretório regional do PSDB, anunciou que seu partido no Paraná vai apoiar a reeleição do senador Teotônio Vilela na convenção nacional, agendada para os próximos dias 14 e 15 de maio, em Brasília. O irmão de Álvaro, também senador Osmar Dias, é candidato a secretário nacional.
Álvaro afirmou que não há tempo suficiente para se costurar uma candidatura alternativa. O comando de Vilela é visto como um apêndice do Palácio do Planalto. O senador disse que foi procurado por um grupo de tucanos descontentes com a postura vigente para ser candidato a presidente, mas que não se sentiu estimulado.
O PSDB está paralisado. O diretório nacional está a reboque do governo. Vamos apoiar a recondução de Vilela, porque não dá mais para mudar isso, reforçou. Álvaro assinalou que a sua retirada do processo não quer dizer que o Paraná está fora da executiva nacional. Estamos costurando as indicações do Osmar e do (Luiz Carlos) Hauly.
Osmar Dias teve uma audiência com a secretaria geral da presidência anteontem, em Brasília. O senador contou que o Planalto o sondou sobre a sua intenção em integrar a chapa, que deve ser de consenso. Querem que eu participe. O Planalto está dando as cartas, revelou. Osmar ressaltou, entretanto, que adotará posição crítica.
O partido não pode se confundir com o governo. Temos de ter a liberdade para fazermos críticas construtivas. Não estou disposto a entrar nessa para me submeter, sem poder fazer ponderações, observou. Osmar disse que havia uma expectativa em torno de uma candidatura do governador de São Paulo, Mário Covas. Os problemas de saúde frustaram as articulações.
Se emplacar o senador Osmar Dias na secretaria geral, o Paraná passa a ter representante no comando nacional do PSDB. O partido não possui hoje nenhum paranaense na executiva. O mandato de presidente nacional tem duração de dois anos.





