Rio de Janeiro - O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai recomendar a prisão preventiva do ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e do empresário do jogo, Carlos Augusto Pereira Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o objetivo de evitar intimidação de testemunhas e destruição de provas Diniz, que foi presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), foi flagrado negociando propina com Cachoeira para campanhas eleitorais.
Ontem, no último dia de trabalho da CPI, o depoimento do diretor comercial da Gtech, Marcelo Rovai, reforçou a convicção dos deputados de que os dois faziam parte de uma quadrilha, chefiada por Waldomiro, que teria se formado na Loterj e continuado a atuar no governo do presidente Lula. A CPI, que apura fraudes na Loterj durante a gestão de Waldomiro (fevereiro de 2001 a dezembro de 2002), irá propor ao Ministério Público o indiciamento do ex-assessor parlamentar do ministro José Dirceu (Casa Civil) por concussão, prevaricação, fraude na Lei de Licitações, formação de quadrilha e improbidade administrativa (não é punido com prisão).

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