Curitiba – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras vem a Curitiba na próxima semana para ouvir os envolvidos na Operação Lava Jato que continuam presos na carceragem da Polícia Federal (PF) e no sistema penitenciário do Estado, entre eles o ex-deputado paranaense André Vargas (sem partido), Luiz Argôlo (ex-Solidariedade) e Pedro Correa (PP).
Os três ex-parlamentares estão presos na PF desde o início de abril. Vargas teve o mandato cassado pela Câmara no ano passado, depois de ter deixado a vice-presidência da Casa. Já Argôlo teve o pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara, mas a legislatura acabou antes que o processo fosse para o plenário e ele não foi reeleito. Depois de sua prisão, o Solidariedade o expulsou da legenda. Pedro Corrêa já cumpria pena por lavagem de dinheiro em função do processo do mensalão e foi transferido para o Paraná.
O cronograma das oitivas foi divulgado ontem. Ao todo, 13 pessoas devem prestar esclarecimentos nas audiências que podem durar até três dias. As audiências serão realizadas no auditório da sede da Justiça Federal do Paraná, no bairro Ahú, a partir das 9h. Conforme a CPI, na segunda-feira serão interrogados o doleiro Alberto Youssef; Mário Góes (empresário acusado de ser operador do esquema); Nestor Cerveró (ex-diretor da Área Internacional da Petrobras); Fernando Soares (lobista acusado de ser operador do PMDB); Adir Assad (dono de empresas de terraplanagem); e Iara Galdino (braço-direito da doleira Nelma Kodama). Na terça-feira serão ouvidos Nelma Kodama (doleira); René Pereira (condenado por tráfico e lavagem de dinheiro e que mantinha ligação com doleiros); Luiz Argôlo (ex-deputado); André Vargas (ex-deputado); Pedro Corrêa (ex-deputado); Carlos Habib Chater (doleiro). A CPI também pretende ouvir o delegado da PF Gerson Machado, a pedido do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).
Os nove executivos que tiveram a prisão preventiva revertida para domiciliar e que deixaram o Complexo Médico Penal (CMP) na semana passada serão ouvidos em audiências em Brasília. Já outros presos em Curitiba, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que já foi ouvido na CPI em Brasília, antes de ser preso, não foi convocado desta vez. Guilherme Esteves, apontado como um dos operadores do esquema, também não foi arrolado pela CPI.

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