CPI vai investigar empresa de Umuarama
Da Redação
A Transportadora Paraíso, de Umuarama, consta do dossiê paranaense entregue à CPI do Narcotráfico e deverá ser investigada. Há suspeitas de que a empresa usava o transporte de cargas para carregar drogas e produtos contrabandeados. Provavelmente ela será investigada, acredita o deputado federal Padre Roque (PT), suplente da CPI. No dossiê entregue à CPI, consta que a transportadora já está sendo alvo de investigações pelo MP.
Em Umuarama, a sede da transportadora está alugada para um depósito de frutas. Seu dono, Wilson Ferraz, estaria morando no Paraguai, onde tem fazendas. A desativação da empresa teria ocorrido há oito meses, junto com a venda das carretas. O telefone dele, em Umuarama, não é divulgado pelo serviço de informações a pedido.
A CPI poderá apurar o envolvimento de Ferraz com Wanderley da Silva, o Dezinho, apontado como contrabandista e receptador de carros. Ferraz seria um dos testas-de-ferro de Dezinho, que utilizaria a transportadora para trazer contrabando do Paraguai. O paradeiro de Dezinho é desconhecido. Há cerca de quatro anos, ele desapareceu num misterioso caso de assassinato. Ele e a família teriam planejado supostas mortes para despistar a Polícia.
Além da investigação em relação à Transportadora Paraíso, a CPI, que ainda não definiu sua vinda ao Paraná, deverá apurar a morte de dois delegados e de um escrivão de polícia no ano passado. Eles foram vítimas de um acidente automobilístico. Padre Roque acredita, porém, que as mortes teriam indícios de ligação com o tráfico de drogas na região. Muitos carregamentos de drogas apanhados em São Paulo saíram de Umuarama e Guaíra, na região do lago da Usina de Itaipu, fronteira com o Paraguai, disse Roque, no início desta semana.





