CPI vai investigar compra de equipamento pela AL
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Marcela Rocha Mendes <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, agora oficialmente intitulada CPI da Espionagem, Marcelo Rangel (PPS), vai apurar a compra de quatro equipamentos detectores de aparelhos eletrônicos e um bloqueador de escuta pela Diretoria Administrativa da Assembleia Legislativa (AL) em abril do ano passado, por R$ 29,5 mil. Os documentos comprovando a compra foram divulgados esta semana, embora os membros da ex-Mesa Diretora da Casa não tenham assumido oficialmente saber do processo.
No entanto, Rangel adianta que os equipamentos adquiridos pela AL não correspondem aos encontrados pelos técnicos da empresa Embrasil no gabinete da Presidência, na 2 Secretaria e na central telefônica. Apenas um deles, localizado na 1 Secretaria, estava discriminado na ordem de compra. Segundo o deputado, trata-se de um equipamento de alta potência que serve tanto para bloquear como para grampear ligações, mas seria clandestino, uma vez que não tem a homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Para o deputado, agora não há mais dúvida sobre a necessidade de abrir a CPI, já que, de acordo com ele, existiam na AL os dois sistemas: de escutas telefônicas ilegais e de bloqueadores de grampos. ''É algo ainda mais sério do que se imaginava. Tenho muito claro qual é o caminho das pedras daqui em diante.'' A próxima reunião da comissão está agendada para segunda-feira, quando espera-se uma resposta do delegado Alexandre Macorin, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que coordena as investigações sobre o esquema de escutas na Casa de Leis.
CPI dos Portos
O deputado Douglas Fabrício (PPS) protocolou, ontem, o requerimento para abertura da CPI dos Portos, que pretende apurar denúncias de irregularidades na Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Segundo o parlamentar, o objetivo é investigar os fatos revelados pela Operação Dallas, da Polícia Federal deflagrada em janeiro deste ano, além de informações sobre dívidas trabalhistas e com a Receita Estadual.


