CPI vai fazer acareação de funcionários da UEPG
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terça-feira, 27 de abril de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A CPI das Universidades na Assembléia Legislativa vai fazer uma acareação entre três funcionários da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A decisão foi anunciada, ontem, pelo presidente da comissão, deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB), atendendo requerimento do relator, deputado Neivo Beraldin (PDT). O depoimento do ex-chefe do setor de receita da UEPG Darci Santos foi o que motivou o pedido. Ele confirmou uma das denúncias que originaram a CPI, acusando dois professores que ocupavam cargos de chefia de desviarem recursos da universidade. O confronto acontecerá na próxima sessão da CPI, que ainda não tem data marcada.
De acordo com Santos, os desvios aconteceram na gestão do ex-reitor Roberto Frederico Merhy e seriam para pagar cursos de mestrado dele e do atual vice-reitor Ítalo Sérgio Grande. O pedido para desviar parte da receita da tesouraria cerca de R$ 3 mil ou R$ 4 mil por semana teria partido do ex-pró-reitor de Administração Nadir Laidane e do professor Gabriel Inácio Kravchychyn, que na ocasião seria o chefe direto de Santos.
Santos contou aos deputados que adulterava as fitas das caixas registradoras para que a fraude não fosse descoberta. Disse também que foi ameaçado de demissão se revelasse para alguém o esquema de desvio.
Em entrevista dada no início dos trabalhos da CPI, Ítalo Grande havia declarado que há uma confusão entre fatos de ''erros adminstrativos'' no pagamento de cursos de pós-graduação e denúncias de desvios de recursos. Ele negou que teve envolvimento com qualquer irregularidade da gestão passada. Uma comissão de processo administrativo, segundo ele, já concluiu uma sindicância interna, mas ele preferiu não comentar o resultado, pois o assunto está sendo investigado também pelo Ministério Público estadual. A Folha não conseguiu localizar o ex-reitor da UEPG. A sessão da CPI ontem começou às 17 horas.


