CPI vai convocar 29 empresários de Maringá
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quinta-feira, 01 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Os deputados que fazem parte da CPI do Narcotráfico e do Crime Organizado, que atuou ontem em Maringá, ficaram impressionados com o volume de peças em dois desmanches fechados em abril pela Polícia Civil. Uma das empresas visitadas, a Casa do Automóvel, pertencia a Juarez Francisco Costa, o Caboclinho. Contamos mais de 1,5 mil portas de veículos novos, sem nenhum risco, disse aos deputados o delegado chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo. O deputado Algaci Túlio (PTB), disse que pretende convocar os 29 donos de desmanches indiciados pela polícia.
Nos fundos da empresa de desmanche de Caboclinho, os policiais mostraram a prova do crime, veículos novos, sem indícios de avaria por acidente, desmontados e sem condições de identificação. São carros com menos de cinco anos, sem numeração e sem vidros, mostrou o delegado José Aparecido Jacovós. O segundo desmanche visitado pelos deputados era especializado em caminhões.
Os trabalhos da CPI em Maringá ontem se resumiram na tomada de depoimento de seis presos por tráfico de drogas. A primeira a depor foi Geni Francisca Lourenço, 42 anos, presa há um ano e meio acusada de tráfico junto com duas irmãs e duas filhas. Geni disse aos deputados que é usuária desde os 12 anos, e acusou a P2 (serviço reservado da Polícia Militar) de forçar a prisão. Ela afirmou que é fácil comprar drogas em Maringá e revelou também o nome de Carlos Vieira de Souza, de Londrina, de quem comprou algumas vezes.


