CPI sobre caso Amorim fica na gaveta
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quinta-feira, 27 de junho de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - As discussões em torno da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes vão ficar para o segundo semestre. Apesar de ter sido aprovada a emenda que aumenta de sete para 15 parlamentares os componentes da CPI, ontem a proposta não entrou na pauta do dia.
A criação da CPI encontra resistência da bancada do governo. Os deputados acham que assassinatos precisam ser investigados pelas polícias civil e militar e pelo Ministério Público. Os deputados não são agentes policiais. Não têm a função de investigar crimes, declarou o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB). Segundo o deputado, todos os parlamentares que entraram na CPI do Narcotráfico se arrependeram da experiência.
Mesmo sendo contrário a criação da CPI, Brandão promete que vai inserir o projeto na pauta em segunda discussão na volta do recesso parlamentar, em agosto. Vou instalar a CPI logo que ela for votada em plenário, assegurou.
O assassinato de Tiago Amorim ocorreu no dia 18 de dezembro do ano passado. Os parlamentares da Comissão de Segurança Pública ouviram dois depoimentos que apontam caminhos diferentes para a elucidação do crime. São depoimentos contundentes, mas contraditórios. É necessária uma investigação rigorosa, defendeu Algaci Túlio (PSDB), que fez parte da CPI do Narcotráfico.
Amorim foi assassinado em frente a sua residência, no centro de Cascavel. Um motoqueiro disparou cinco tiros de pistola nove milímetros no parlamentar. Polêmico, Amorim era apresentador de um programa policial na televisão e há algum tempo anunciava que iria divulgar os nomes de policiais civis supostamente envolvidos no desaparecimento de US$ 900 mil que estavam sendo transportados de Foz do Iguaçu para Curitiba.


