CPI rejeita idéia de terceiro relatório
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
Arquivo FolhaTrabalho inútilJosé Serra: tucano chegou a sugerir que os dois relatórios da CPI fossem rejeitadosO presidente da CPI dos Títulos Públicos, senador Geraldo Melo (PSDB-RN), excluiu ontem qualquer possibilidade de negociação para que seja redigido um terceiro relatório da Comissão, em substituição aos dois aprovados. Não participarei de uma reunião com essa finalidade, pois não há mais razão e nem espaço para isso, afirmou. Para Geraldo Melo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai decidir apenas qual dos dois relatórios aprovados é válido e não abrir a porta para novas negociações.
A possibilidade de um terceiro relatório foi levantada pelo próprio presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), quando estabeleceu um prazo de 48 horas para a existência da CPI após a decisão da CCJ, sobre o recurso apresentado contra a votação da última quarta-feira, que decidiu acolher as mudanças que inocentaram governadores e prefeitos pelas emissões irregulares de títulos para o pagamento de precatórios.
Na sessão do Senado de quinta-feira, que discutiu a questão da existência dos dois relatórios, ACM deu a entender que o prazo de 48 horas seria usado pelos senadores para que um entendimento fosse obtido. O líder do PPB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), chegou a falar num terceiro relatório. Em conversas com senadores, Antônio Carlos Magalhães disse que, no seu entendimento, tinha ocorrido golpe sobre golpe nas reuniões da CPI da terça e quarta-feira. Nas mesmas conversas, o senador José Serra (PSDB-SP) chegou a sugerir que os dois relatórios fossem rejeitados para que outro fosse redigido.
Para o senador Geraldo Melo, essas sugestões foram superadas pelos acontecimentos. Ele acredita que, agora, caberá à CCJ definir qual dos dois relatórios é válido: o do senador Roberto Requião com a sua separata, que foi aprovado na noite de terça-feira, ou aquele que resultou das emendas aprovadas na reunião de quarta-feira, que inocentou os políticos e os donos de instituições financeiras. O prazo de 48 horas depois da decisão da CCJ será usado apenas para apresentar à presidência do Senado o relatório considerado válido e para mandar imprimi-lo, explicou.
A reunião da CCJ que decidirá sobre o relatório da CPI está prevista para o dia 6 de agosto, uma quarta-feira. Geraldo Melo informou ontem que, embora não seja integrante da CCJ, deverá comparecer à reunião para defender o seu recurso.


