CPI rastreia nova ação
de suspeito em Goiânia
Na semana passada, a CPI começou a cercar o homem de muitos nomes. Três ‘‘laranjas’’ que teriam cedido o nome para ele, um em Curitiba, outro em Salvador e o terceiro em Goiânia foram identificados e estão sendo investigados. Dois deles foram funcionários de empresas fantasma montada por Maurício D. e seus endereços já foram descobertos.
Há suspeitas de que nomes foram cedidos em troca de dinheiro ou de favores. Se esta suspeita for confirmada, os ‘‘laranjas’’ deverão fornecer pistas claras da origem de Maurício D.
Uma empresa fantasma montada por ele em Goiânia, que foi investigada sob suspeita de lavagem de grandes somas de dinheiro, utilizou o nome frio de uma empresa que opera em São Lourenço, Minas Gerais, a TCA – Turismo Circuito das Águas.
O verdadeiro proprietário da TCA, Vinicius Vilela, conheceu Maurício D. no final do ano passado, que usava então o nome de Alfredo Roberto H.
Alfredo acabara de sair de sua atribulada passagem por Juiz de Fora e tentava negociar com empresários de São Lourenço, Minas Gerais, um projeto de fomento turístico a partir da implantação de uma rota ligando Rio de Janeiro-Belo Horizonte-São Lourenço.
‘‘Ele tinha toda a documentação do Departamento de Aviação Civil autorizando o funcionamento da linha e isso era realmente interessante para o turismo local’’, lembra Vilela. De acordo com Vilela, já nesta época ele utilizava a marca TCA, mas com o nome Transportes de Cargas Aéreas. Depois desta rápida passagem por São Lourenço, o homem de muitos nomes desapareceu e passou a usar as logomarcas da TCA de São Lourenço em Goiânia.
‘‘Há três meses houve uma tentativa de registro desta marca em uma cidade da fronteira de Mato Grosso do Sul. Fui informado por uma firma de registro de marcas e patentes, mas não me preocupei em investigar’’, disse.

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