CPI quer saber se eleição aumentou verbas publicitárias
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terça-feira, 21 de outubro de 2003
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A CPI do Banestado reservou parte do dia ontem para entender melhor os gastos do governo Jaime Lerner (PSB) com publicidade. Em questão o valor gasto em julho de 1998, ano das eleições que reconduziram Lerner ao segundo mandato como governador. Os deputados da comissão querem saber se as eleições, direta ou indiretamente, influenciaram nos gastos oficiais. As perguntas dos deputados foram dirigidas ao ex-secretário de Estado da Comunicação Social Jaime Lechinski, convocado pela CPI. Em julho de 1998, o governo do Paraná já havia assinado termo de ajuste do banco com o governo federal comprometendo-se com a privatização.
Documentos obtidos pela CPI mostram que desde o início do governo Lerner, em 1995 a 1998, o Banestado gastou R$ 85 milhões em publicidade, uma média de R$ 2,4 milhões ao mês. Entre julho e outubro de 1998, período de toda a campanha eleitoral, de acordo com os deputados, os gastos chegaram a R$ 15,3 milhões.
''Por que é que em julho de 1998 o Banestado gastou em propaganda mais, sete vezes mais do que a média dos bancos públicos no Brasil?'', questionou o presidente da CPI, Neivo Beraldin. Lechinski respondeu que o investimento em publicidade teria sido uma estratégia para melhorar a imagem do banco, que estava sendo atacado por políticos ''de destaque nacional'' e sofrendo saques de grandes depositantes. Os parlamentares não se mostraram satisfeitos com as respostas. De acordo com Beraldin, o Banestado gastou em 1998 seis vezes mais do que o Banrisul, o banco do Rio Grande do Sul, e duas vezes mais do que o Banespa, o banco de São Paulo.


