CPI quer prisão de cinco fiscais
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro A CPI do ''Propinoduto'' da Assembléia Legislativa do Rio, que investiga esquema de corrupção na Secretaria de Fazenda do Estado, pedirá a prisão preventiva dos cinco fiscais estaduais investigados pela fraude. O pedido será feito amanhã, no primeiro dia de trabalho da comissão. A CPI foi instalada ontem de manhã, aprovada por consenso entre os líderes dos partidos. Até o final da tarde, o requerimento para a CPI tinha assinaturas de 67 dos 70 deputados.
A comissão terá prazo de 90 dias, prorrogado por mais 60, para apurar o esquema na Fazenda, que seria comandado por Rodrigo Silveirinha Corrêa, ex-subsecretário de Administração Tributária na gestão de Anthony Garotinho (1999 a abril de 2002). Silveirinha, quatro fiscais estaduais e seis auditores federais seriam donos de contas na Suíça, no valor total de US$ 33,4 milhões. O escândalo foi apelidado de ''propinoduto' pelo corregedor da Receita Federal, Moacir Leão, que também investiga o caso.
O presidente da Assembléia, Jorge Picciani (PMDB), disse que serão quebrados os sigilos fiscal, telefônico e bancário de cerca de 110 pessoas que ocuparam cargos de confiança na Fazenda neste período, entre os quais três ex-secretários. ''A CPI não acabará em pizza'', disse Picciani.
Duas das três relatorias da comissão ficaram com deputados de oposição. Carlos Minc (PT) será responsável pelos dados resultantes da quebra do sigilo bancário dos envolvidos, enquanto Paulo Ramos (PDT) cuidará de informações fiscais e patrimoniais. A deputada Graça Mattos (PSB), da base governista, irá apurar o sigilo telefônico.


