CPI que investiga Alcides Ramos inicia trabalhos em Apucarana
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quarta-feira, 03 de julho de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Na reunião agendada para hoje, a primeira oficial, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Câmara de Vereadores de Apucarana para investigar a conduta do vereador Alcides Ramos (DEM), deve estabelecer o cronograma dos trabalhos. Aprovada na sessão de terça-feira, a CPI tem 120 dias, prorrogáveis por igual período, para apontar possíveis elementos que possam cassar o mandato de Ramos, que reeleito para o cargo, mas ainda não chegou a ocupar a cadeira no Legislativo.
O parlamentar responde por suposto desvio de dinheiro público, abuso de poder político e compra de votos nas eleições. Ficou preso por cerca de três meses por conta de investigação conduzida pelo Ministério Público (MP) do Paraná e chegou a perder o mandato. Após reverter a cassação, conseguiu também habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para deixar a prisão, mas não assumiu, apresentando atestado médico no último dia 24 de junho, renovando a licença junto à Câmara.
De acordo com a vereadora Aurita Ferreira Bertoli (PT), presidente da CPI, apesar das supostas irregularidades terem sido cometidas na legislatura passada, "os fatos estão respingando na atual". "Desde que ele tomou posse (Ramos teve autorização judicial para deixar a prisão e tomar posse) essa Câmara e os vereadores vêm sofrendo ataques. A instituição está na lama." Ela reconheceu que a investigação foi aberta mediante a cobrança da sociedade. "Todos os segmentos cobraram uma posição."
Ramos vai ser investigado com base no regimento interno da Casa, que permite a apuração de condutas parlamentares que atentem contra o decoro. Aurita também confirmou que os integrantes da CPI devem vir a Londrina para ouvir o médico que assinou o último atestado apresentado por Ramos. Também compõem a comissão os vereadores Vladimir da Silva (PDT) e Professor Molina (PMDB). O advogado de Ramos não foi localizado ontem.


