Os deputados da CPI estadual do Narcotráfico e do Crime Organizado que estiveram anteontem em Maringá, pretendem voltar ao município para novos depoimentos. ‘‘Precisamos aprofundar as informações que conseguimos neste primeiro contato’’, disse o deputado Algaci Túlio (PTB), que preside a comissão. Ele contou ter ficado impressionado com a quantidade de pessoas envolvidas com o tráfico. Segundo os juízes criminais que tiveram contato com a CPI, mais de 100 traficantes foram condenados em Maringá no último ano.
O que acontece, na opinião de Túlio, é que os traficantes estão na era da Internet, enquanto a estrutura de combate ao crime estacionou na época da máquina de escrever. ‘‘Chega a chocar juízes revertendo penas alternativas para melhorar a estrutura que deveria ser dever do Estado’’, afirmou. O deputado Tiago de Amorin Novaes (PPB), relator da CPI, revelou que foram levantados ‘‘nomes de peso’’ da região com o esquema do crime organizado. ‘‘Temos informações que só a presença da CPI na cidade mudou a rotina de algumas pessoas’’, afirmou.
Os deputados não adiantaram nada sobre os depoimentos tomados fora do plenário do Fórum, na quinta-feira à noite. Os trabalhos terminaram próximo da meia-noite. A única novidade revelada foi os ataques de presos acusados de tráfico contra a P2, o serviço reservado da Polícia Militar. Além de Geni Francisca Lourenço, 42 anos, condenada por tráfico, Neli Policarpo dos Santos, 48 e o filho dela, Nizeu, 25 – também presos por tráfico –, disseram que sofriam ameaças da P2. O comando da PM em Maringá não se manifestou sobre as denúncias.

mockup