A Polícia Militar (PM) está mobilizando 16 policiais do Tático Móvel e outros 44 da guarda para fazer a segurança da CPI Estadual do Narcotráfico, que hoje estará em Maringá para uma acareação entre o ex-secretário Luis Antônio Paolicchi e o traficante José Maria Menezes Montalvan. A CPI vai se instalar no auditório do 4º Batalhão da PM. Antes de acareação, os deputados devem tomar o depoimento de Paolicchi. Existem suspeitas do envolvimento do ex-secretário com o narcotráfico.
Preso com seis quilos de cocaína em agosto de 1999 em Maringá, Montalvan já recebeu condenação de quatro anos e meio quando foi transferido para Curitiba. Ele mesmo pediu a transferência durante depoimento no final de maio passado, durante a passagem da CPI pela cidade. No depoimento que prestou em Maringá, o traficante revelou aos deputados um plano frustrado de resgate, preparado por companheiros do tráfico.
A ‘‘namorada’’ dele, Juliana Vilar dos Santos, 20 anos, foi presa junto com outros dois homens quando chegavam na cidade, na madrugada do dia 17 de maio. Os três ocupavam um Opala com placa de São Paulo, o que chamou a atenção da polícia. Ao entrarem na cidade eles foram parados. Com eles a polícia encontrou duas armas e pedaços de cordas. Um dos presos tinha passagens em São Paulo por roubo de carretas. Sem levantarem suspeitas os três foram liberados, e o motivo da presença deles na cidade só foi revelado no final do mês aos deputados.
Montalvan contou que o grupo estava na cidade junto com gente e tinha armas pesadas, com o objetivo de estudar um plano de fuga. A polícia e a CPI levantaram ainda que Montalvan mantinha um esquema de tráfico do Mato Grosso para a região de Maringá, usando caminhões de mudança. Os veículos carregavam a mudança e depois a droga, que passava com facilidade pelas barreiras. O deputado Algaci Túlio (PTB), presidente da CPI, acredita que outros nomes envolvidos com o narcotráfico podem surgir nos trabalhos de Maringá hoje.

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