São Paulo - O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) afirmou ontem que vai sugerir à CPI dos Correios a prisão do empresário Lúcio Bolonha Funaro. A declaração foi feita após o depoimento do doleiro e operador de mercado ser cancelado. As informações são da Agência Senado. Foi a terceira vez que Funaro deixou de atender à convocação da comissão. Até sexta-feira, o doleiro não havia sido localizado pela Polícia Federal.
Funaro é ex-dono da empresa Guaranhuns, que pode ter sido usada no esquema de distribuição de recursos do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, o chamado 'valerioduto do mensalão'. O empresário também é suspeito de envolvimento em crimes lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O doleiro foi incluído nas investigações por ter criado em 1999 a Guaranhuns Empreendimentos. Foi por intermédio dessa corretora, que o empresário mineiro Marcos Valério repassou R$ 6,5 milhões para o PL.
Em depoimento à Polícia Federal, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que renunciou ao mandato de deputado em 2005, confirmou ter pedido emprestado R$ 3 milhões a Funaro em 2002. O dinheiro seria usado para fazer frente a despesas de campanha eleitoral.
À CPI do Mensalão, encerrada no ano passado, Valdemar disse não ter relações com a Guaranhuns. E não teria declarado isso à comissão porque não foi questionado.

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