CPI pode buscar Gionédis com escolta policial
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quarta-feira, 29 de outubro de 2003
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A CPI do Banestado vai ter que esperar mais uma semana para ouvir o tão esperado depoimento do ex-secretário de Estado da Fazenda Giovani Gionédis, para questioná-lo sobre o processo de saneamento e privatização do Banestado. O ex-secretário e ex-conselheiro do Banestado, que tinha sido convocado ontem pela terceira vez para testemunhar na CPI, não compareceu à sessão. Os parlamentares farão mais uma tentativa para ouví-lo amigavelmente na próxima terça-feira. Caso contrário, a CPI ingressará com pedido judicial para que Gionédis seja conduzido pela Polícia Federal a depor na sessão do dia seguinte, quarta-feira.
O presidente da CPI, deputado estadual Neivo Beraldin (PDT) havia afirmado, anteriormente, que ontem seria a última oportunidade para que Gionédis prestasse depoimento espontaneamente. Mas ontem ele recuou da intenção de pedir intervenção judicial imediata porque a CPI não conseguiu entregar a notificação pessoalmente para que o ex-secretário prestasse o depoimento ontem. Quem assinou o documento foi a secretária de Gionédis.
Gionédis chegou a comparecer à CPI, em segunda convocação, dia 21 de outubro, mas deixou a Assembléia Legislativa sem depor, irritado com o tom dos questionamentos feitos pelos deputados a outros depoentes e disparando acusações contra o relator da comissão, deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB). Segundo Gionédis, a assessoria de Bradock estaria comercializando ''títulos do município'', mas não deu nenhum detalhe. Bradock disse que desconhece se algum funcionário seu comercializa títulos, mas prometeu investigar.
Como membro do Conselho de Administração do Banestado, o ex-secretário acompanhou todo o processo de privatização, desde a assinatura do compromisso de venda assinado com a União em março de 1998, até a privatização, em setembro de 2000. O Banestado foi vendido para o paulista Itaú por R$ 1,6 bilhão, representando um ágio de 330% sobre o preço fixado inicialmente, de R$ 430 milhões.
Na próxima segunda-feira, estão previstos os depoimentos do atual secretário de Estado de Administração, Reinhold Stephanes, que foi presidente do Banestado em 1999 e 2000, na época da privatização; e de Edgard Antonio Guimarães, responsável pela inspetoria do Tribunal de Contas (TC) que fiscalizava o Banestado em 1999. Caso Guimarães que já foi convocado anteriormente não compareça, a CPI deve convocar o presidente do TC para prestar depoimento sobre suas avaliações dos negócios efetuados pelo banco e apreciação das contas.


