Brasília - Parlamentares de oposição e governistas não chegaram ontem a um consenso sobre a votação do relatório da CPI dos Correios. O PT quer aprovar o chamado relatório paralelo - voto em separado. Mas a oposição insiste em votar o texto elaborado pelo relator Osmar Serraglio (PMDB-PR). A persistência desse impasse pode fazer com que a CPI termine sem votar nenhum relatório. A primeira tentativa de votação deveria ocorrer ontem. Mas tanto a oposição como os governistas descartaram a possibilidade de votar qualquer relatório. Em tese, a CPI tem até segunda-feira - data de seu término - para votar o seu relatório.
  O deputado ACM Neto (PFL-BA), entretanto, já cogita a possibilidade da CPI terminar sem aprovar nenhum relatório, já que o PT tem votos necessários para derrubar o texto de Serraglio. ‘‘O PT tem voto para derrubar o texto de Serraglio.’’ O problema, segundo ACM Neto, é que o PT não tem votos suficientes para aprovar o voto em separado. ‘‘O PT não tem voto para aprovar todas as alterações [que propõe]’’.
  O deputado petista Maurício Rands (PE) admitiu que o PT ainda tenta negociar com outros partidos a aprovação do relatório paralelo. ‘‘Temos questões pendentes no PMDB, o que traz alguma incerteza [sobre a votação]. É provável que o governo tenha maioria.’’ O sub-relator de contratos, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), já havia manifestado o temor sobre a não votação de nenhum relatório. ‘‘Não ter relatório é a verdadeira pizza.’’ (Felipe Recondo/Folhapress)

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