Campo Mourão - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a denúncia de que vereadores de Campo Mourão ficam com parte do salário de seus assessores vai pedir a quebra do sigilo bancário de três membros do Legislativo e de seus respectivos assessores e ex-assessores. A decisão foi tomada ontem de manhã.
''A comissão entendeu que é importante a quebra do sigilo bancário para a conclusão dos trabalhos'', explicou o presidente da CPI, José Turozi (PV). O pedido será feito nas contas dos vereadores Edoel Rocha (PMDB), Luiz Gustavo Gurgel (PDT) e Maria Verci Ribeiro (PSL), além de todos os seus assessores a partir de janeiro de 2001.
Durante a fase de depoimentos, todos os vereadores e assessores citados autorizaram a quebra do sigilo bancário. A medida é a última chance para a CPI conseguir provas da existência a divisão de salários dos assessores. ''Temos indícios, mas faltam provas materiais'', reconhece o relator da comissão, Celso Hruschka (PDT).
Todos os assessores e ex-assessores que foram citados como sendo obrigados a entregar parte do salário para os vereadores negaram a prática. Há apenas o depoimento de outros assessores dizendo que os colegas se queixavam por ter que dividir o salário. Já Nivair Castro de Souza disse que recusou o convite para ser assessor de Edoel Rocha porque não quis dividir a remuneração. Rocha afirmou que nunca viu Souza antes.

mockup