Rio de Janeiro - Os relatores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro pediram ontem, em relatório preliminar, a prisão temporária ou a apreensão dos passaportes do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz e do empresário do ramo de jogos Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No total, há pedidos de indiciamento contra 10 pessoas. O documento ainda poderá ser modificado na quinta-feira pelos membros da comissão.
O relatório pede a abertura de processo contra Waldomiro por oito tipos de crime (corrupção passiva, prevaricação, condescendência criminosa, fraude na Lei de Licitações e Contratos, improbidade administrativa, crime contra a ordem tributária, sonegação fiscal e formação de quadrilha) e cinco contra Cachoeira (extorsão, fraude na Lei de Licitações e Contratos, corrupção ativa, fraude em concorrência pública e formação de quadrilha).
Segundo o documento preliminar, ''constata-se que a quadrilha que operou na máquina administrativa da Loteria Estadual do Rio de Janeiro (Loterj) tinha como chefe Waldomiro Diniz, e os indícios mostram que o mesmo se estruturava para continuar a operar na máquina federal, possivelmente com alguns de seus anteriores parceiros''. O relatório afirma que: ''Provavelmente em 2001, Carlos Ramos se associou a Waldomiro e seu grupo para posteriormente romperem. A quadrilha ou bando atuava com dois chefes: um no poder público e outro na iniciativa privada''. Os relatores afirmam que essa parceria teria como objetivo ''tramar maneiras de fraudar processos licitatórios, captar recursos em caixa 'dois' para campanhas eleitorais e aumentar a área de controle e influência da dupla nos jogos no Estado''.

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