Curitiba - A Assembléia Legislativa deve decidir na próxima semana se instala uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o assassinato do deputado Tiago de Amorim Novaes, morto no dia 18 de dezembro do ano passado, em Cascavel. O relator do projeto que instala a CPI, Antonio Carlos Belinati (PSL), deve apresentar um parecer na terça-feira posicionando-se sobre a legalidade da investigação.
A bancada governista já se posicionou contra a proposta original da CPI, que pretende investigar também os assassinatos de mulheres e a atuação do narcotráfico no Estado, além da morte do deputado. ‘‘Não vamos deixar a oposição transformar um caso de polícia em um fato político. Uma CPI abrangente como essa vai ser certamente rejeitada’’, afirmou o líder do governo na Casa, Durval Amaral (PFL).
Ontem o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), reuniu-se com o promotor que acompanhou os trabalhos da Polícia Civil, Marcelo Bauser Correia. O promotor esclareceu que não apresentou uma denúncia sobre o caso porque as provas coletadas pela investigação policial não eram suficientes. O Ministério Público assumirá agora a investigação através da Promotoria de Investigações Criminais (PIC).

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