Curitiba - O Fundo Estadual de Desenvolvimento Urbano (FDU), administrado pelo serviço Paranacidade, entidade criada para dar assistência aos municípios, repassou no ano passado R$ 347 mil para a inauguração do então NovoMuseu, hoje Museu Oscar Niemeyer. Isso é o que consta na ata de uma reunião da Paranacidade, em posse dos deputados da CPI que investiga a atuação da paraestatal.
Os deputados querem saber como foi gasto esse dinheiro. A CPI se reúne hoje com o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, atual superintendente do Paranacidade. De acordo com o deputado José Maria Ferreira (PDT), presidente da CPI, Adur foi convidado para esclarecer algumas dúvidas que vão nortear as investigações.
As investigações feitas pela CPI, segundo Ferreira, mostram que o FDU não realizava reuniões de conselho para decidir sobre os investimentos realizados. O FDU movimentou cerca de R$ 1 bilhão nos oito anos do governo Jaime Lerner (PFL). A CPI pretende chamar para depor o ex-superintendente do Paranacidade Lubomir Ficinski e o ex-diretor de operações Roberto Del Santoro, ambos ex-secretários de Estado do Desenvolvimento Urbano.
De acordo com Ficinski, o Paranacidade, como gestor do FDU, realizava reuniões mensais. ''Temos os documentos dos repasses feitos às prefeituras'', disse. Segundo ele, o repasse ao NovoMuseu, rebatizado pelo governador Roberto Requião (PMDB) de Museu Oscar Niemeyer, ocorreu fora da sua gestão. A reportagem tentou falar com Santoro, mas ele não atendeu.
O Paranacidade está passando por modificações. A Assembléia aprovou ontem em segunda discussão uma mensagem do governo estadual que cria mais um cargo no órgão, de superintendente executivo, que será assumido por Luiz Forte Neto, considerado até meses atrás homem de confiança do senador Alvaro Dias (PDT).
Também foi alterada a composição dos membros do conselho. Em vez de uma pessoa indicada pelo Ministério Público (MP) Estadual, será indicado uma pessoa da Casa Civil. De acordo com a assessoria, a mudança foi necessária porque o MP precisa fiscalizar as ações da entidade e por isso não é ético compor o conselho de administração. Para não ficar com um membro a menos, o governo decidiu pela substituição. (R.F.)

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